2004-01-27

SÃO POUCAS E RARAS as experiências do estranho como é passear no Japão lost in translation e continuar nós mesmos, solitários e mortais como Bob, solitários e jovens como Charlotte. É um filme brilhante no muito que é contido, e por vezes transforma-se numa experiência onírica, pois aquele não é um Japão do entendimento mas de estranhos costumes, estética e língua. Sai-se como se entrou, de mãos vazias. Bill Murray, melhor que sempre, numa performance extraordinariamente contida. O que aqueles dois seres dizem no fim é, afinal, privado e apenas deles. Não temos nada a ver com isso.

Ainda é possível fazer cinema (quase) independente nos Estados Unidos. E guiões originais de grande qualidade.


2004-01-14

VANITY SEARCH. Não devia fazer-vos perder tempo com isto, mas as menções em conversa virtual sucedem-se nas páginas mais recônditas. Assim encontrarão menções aqui, e alguém que gostou o suficiente de um certo malogrado poema que o transcreveu. Passo a palavra.

2004-01-11

EIS A NATUREZA DA BESTA. Quando conduzida a criticar The Fortress of Solitude de Jonathan Lethem, cujo protagonista pinta capas para revistas e livros de FC, sai-se com esta:

If he [o autor] had real confidence in his Brooklyn material [a história do protagonista] he wouldn't have felt the need to include an element of superhero fantasy. Superhero fantasy is unsuitable as a serious theme for literary fiction, for much the same reasons that Pot Noodles are out of place at dinner parties. When the reader comes upon a ring that has magical powers, after nearly 200 pages of undifferentiated humdrum detail, it's like being rewarded with a child's helium balloon for having trudged across miles of clinker.
Dylan and Ebdus pass the ring back and forth between them. It enables them to fly. Later it changes its nature for no good reason, and confers invisibility instead. Every now and then they fight crime. Considering they have no qualms about shoplifting, graffiti-spraying or dealing hard drugs, they might fight crime better by staying in bed.


O resto está aqui.





JÁ AQUI SE FALOU DAS COISAS QUE DESAPARECEM. Esta acabou de aparecer misteriosamente. Finalmente, em Portugal, a história que intriga as grandes mentes do New York Times Review. Fala-se que o MIT iniciou um projecto colaborativo de 8 anos para investigar a matemática por detrás do conceito. Será desta que derrubamos o Einstein?

2004-01-06

TOCA A PERCORRER A TRILHA. Temos estado parados na sombra há algum tempo. Quem me acompanha na retoma da caminhada? Jorge, Luís, Joões, José? E os outros? São todos bem-vindos (aplausos para eles, se faz favor, para dar incentivo).

2004-01-04

É BOM COMEÇAR O ANO LÁ FORA. Para o Jorge, cuja autoria de The Place Where Lost Things Go, publicada na revista Nemonymous (uma revista com a particularidade de publicar os contos sem constar os nomes dos respectivos autores, revelando-os apenas no número seguinte) e com menção especial pela TimeOut, foi agora revelada. E (puxando a brasa to one's own sardine), para mim, com o multinacional conto A Recordação Imóvel (sigam o link já aqui à direita) que acaba de ver luz em mais uma língua: castellano. No es error, lo pueden mirar aquí (pero solo el índice).


2004-01-02

Tou no gozoSÓ NÃO HOUVE um voto de Bom Ano neste blog por inacessibilidade do Blogger. É uma pena continuarmos dependentes da tecnologia para podermos pô-la a funcionar...