2004-04-09

E ASSIM CHEGAMOS AO TEMPO DA MUDANÇA, após a maioria ter mudado e aceitado o alojamento do Paulo. Nós, por cá, rumamos por rumo independente, e fundimos o nome - que sentido fazia haver dois sites com o nome de Tecnofantasia, anyway? Assim, marquem na vossa agenda, substituam no Favorites, e vão visitar-nos a:


http://blog.tecnofantasia.com



Por este site, não fechamos as portas porque passamo-lo a museu, uma recordação de tempos passados.
Até já.


2004-03-21

BULLSHIT. O problema de emitir opiniões na rede pública é que a palavra escrita tem impacto e significado, e mesmo quem surge na televisão é escutado. Como dizia John Clute, é o problema de querermos ser «mais centrais». Tudo gira em torno de nós. Somos o nosso privado sistema circunterrestre, surdo à razão. A internet veio trazer isolação?! De que outra forma conseguiria falar com almas gémeas do outro lado do planeta?

PS - Não sei se notaram, mas o blog fez um ano. Era só para comemorar...


2004-03-14

NUMA TENTATIVA DE CONCENTRAR textos e opiniões num único sítio, eis a re-publicação de dois artigos que tinham visto luz há uns tempos na passada Trilha de Möbius (que desaparece lentamente das memórias como um comboio que se distancia): este e este. Mesmo assim, longe de se poder considerá-los como definitivos ou exaustivos face ao território fantástico em Portugal.

2004-03-05

A TECNOFANTASIA MAIS INTEGRADA com notícias em baixo provenientes do outro site. Aos poucos, uma tentativa de cruzar aquela ponte para a outra margem (ideia interessante, Jorge).

2004-02-24

FROM SPAIN, CON CORAZÓN, descubro na revista Galáxia, uma semi-prozine com o tamanho da Locus, capa e algumas páginas interiores a cores (de um total de 74), um trabalho equilibrado de uma pequena  equipa editorial (a Sirius), com um bom olho para o design gráfico em equilíbrio com conteúdo. Tem uma tiragem de 12000 exemplares, mas como ainda vai em um ano de vida ninguém sabe muito bem se anda a vender... Foi pelo menos difícil de encontrar, mais do que as suas irmãs Gigamesh, Solaris e Asimov. A FC castelhana está ao rubro, pelo menos na opinião de um falante de português, embora na opinião de Alberto de Hijas, o tradutor do meu conto que encontrei em Madrid, seja um negócio de pequenas casas editoriais e equipas pequenas, às vezes às turras entre elas, com uma ou outra excepção (nomeadamente a colecção Minotauro). Foi um prazer ver as minhas palavras na língua de Cervantes, e embora não seja espanófilo, creio que acabo por ser ibérico, e sentir que ainda não se fez a história desta península, ainda ninguém pegou na alma estranha, feita de retalhos, de quem permaneceu aqui nos últimos 3000 anos.

Já agora, é a seguinte a ilustração do Recuerdo Inmóvil:




2004-01-27

SÃO POUCAS E RARAS as experiências do estranho como é passear no Japão lost in translation e continuar nós mesmos, solitários e mortais como Bob, solitários e jovens como Charlotte. É um filme brilhante no muito que é contido, e por vezes transforma-se numa experiência onírica, pois aquele não é um Japão do entendimento mas de estranhos costumes, estética e língua. Sai-se como se entrou, de mãos vazias. Bill Murray, melhor que sempre, numa performance extraordinariamente contida. O que aqueles dois seres dizem no fim é, afinal, privado e apenas deles. Não temos nada a ver com isso.

Ainda é possível fazer cinema (quase) independente nos Estados Unidos. E guiões originais de grande qualidade.


2004-01-14

VANITY SEARCH. Não devia fazer-vos perder tempo com isto, mas as menções em conversa virtual sucedem-se nas páginas mais recônditas. Assim encontrarão menções aqui, e alguém que gostou o suficiente de um certo malogrado poema que o transcreveu. Passo a palavra.